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RESPOSTA

Quantos erros posso cometer na prova de digitação?

No formato publicado pela FGV, cada caractere divergente desconta 0,05 de ponto numa nota de zero a dez, por isso vinte erros custam um ponto inteiro e duzentos levam a nota a zero. Num texto de cerca de 1.800 caracteres, duzentos erros são pouco mais de onze por cento. A nota mínima para passar, porém, não está nesse documento: é fixada pelo edital de cada concurso.

A conta, ponto a ponto

O desconto é de 0,05 por caractere divergente, entendido como um caractere a mais, a menos ou diferente do texto entregue. Multiplicar é tudo o que precisa: vinte divergências custam um ponto, quarenta custam dois, cem custam cinco. Para segurar nove em dez pode divergir vinte vezes num texto de 1.800 caracteres, o que dá uma precisão de cerca de 98,9 por cento. Para segurar oito, quarenta divergências, ou seja 97,8 por cento. Duzentas divergências zeram a nota. Repare no que estes números significam na prática: a margem é apertada em termos absolutos mas generosa em termos de percentagem, e é exatamente o contrário do que a maioria dos candidatos assume ao treinar.

A pergunta que falta: qual é a nota mínima

Saber quanto vale cada erro só resolve metade do problema. A outra metade é a nota necessária para ser aprovado, e essa não está no documento de regras: está no edital do concurso a que se apresenta, e varia. É o número de que mais precisa e o que menos sites de preparação lhe dão, precisamente porque não se pode dar em geral. Antes de decidir se vinte erros são muitos ou poucos, encontre a nota mínima no seu edital oficial. Vinte erros são confortáveis se a nota mínima for sete e são fatais se for nove e meio.

Porque um acento em falta conta como erro

Porque a regra fala em caractere diferente, e uma vogal sem acento é um caractere diferente da vogal acentuada que estava no original. Não há tolerância ortográfica: a comparação é feita carácter a carácter. Em prosa portuguesa isto é normalmente a maior fonte de pontos perdidos. Um texto de 1.800 caracteres leva muitas vogais acentuadas, cedilhas e tis, e cada uma que falhe vale tanto quanto trocar uma letra qualquer. Vale mais a pena treinar acentos do que treinar velocidade.

Corrigir compensa quase sempre

A nota sai do texto que entrega, não das teclas que carregou pelo caminho. Um erro corrigido deixa de ser divergência e custa apenas os segundos da correção. Como o formato dá onze minutos para um texto que se digita em cerca de nove a um ritmo tranquilo, há folga para corrigir. Decida isto antes do dia para não estar a pesar prós e contras a meio do texto, e veja como a prova é corrigida para perceber por que a folga existe.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

  • Quantos pontos vale cada erro na prova de digitação?

    +

    Cinco centésimos de ponto, ou 0,05, no formato publicado pela FGV. Vinte caracteres divergentes custam portanto um ponto inteiro de uma nota que vai até dez.

  • Quantos erros zeram a prova?

    +

    Duzentos caracteres divergentes, porque duzentos vezes 0,05 são os dez pontos da escala inteira. Num texto de cerca de 1.800 caracteres isso corresponde a pouco mais de onze por cento de erro.

  • Um espaço a mais conta como erro?

    +

    Conta, porque é um caractere a mais em relação ao texto original. O mesmo vale para um espaço no fim de uma linha e para caracteres introduzidos pela correção automática sem que os tenha digitado.

  • Qual é a nota mínima para passar na prova de digitação?

    +

    Depende do edital, que é quem fixa esse número; o documento de regras da banca não o fixa. Procure-o no edital oficial do seu concurso antes de decidir quanta margem de erro tem.

  • Deixar o texto por acabar conta como erro?

    +

    Conta, e é o pior cenário possível: cada caractere que não digitou é um caractere a menos, por isso um parágrafo em falta pode valer mais pontos do que todos os erros de digitação juntos.